Anfêmera é um fotolivro trilingue (português, espanhol e inglês) que investiga a envelhescência — o florescer maduro que resiste ao efêmero — como um território simbólico de passagem, reinvenção e beleza. A obra nasce do cotidiano e de suas metamorfoses: o corpo, a casa, os objetos domésticos tornam-se metáforas de um ciclo vital em constante reconstrução.
Em imagens e palavras, Mari Gemma transforma o cotidiano em poética visual. As imagens revelam o feminino maduro em sua inteireza: vulnerável e luminoso, erótico e sereno. O martelo, as flores, as cascas de tinta, as gaiolas — fragmentos que ecoam a vida em transformação. Anfêmera é uma meditação sobre o tempo, o corpo e o florescer tardio: um convite à delicadeza de existir entre o que se desfaz e o que se renova.Ao lado de depoimentos de mulheres na envelhescência, o livro constrói uma narrativa visual e afetiva sobre o tempo, o corpo e a memória — uma poética das ruínas e dos recomeços.
Mais do que falar da passagem dos anos, Anfêmera celebra a arte de permanecer viva, reinventando-se no instante efêmero, onde o cotidiano se faz eternidade.
Este livro foi fomentado pelo Programa FUNARTE Retomada 2023 - Artes Visuais