Encapsulamento da vida
O acesso à água importa para a vida, desde a segurança alimentar e energética à saúde humana e ambiental. Materiais não biodegradáveis como o plástico impactam o meio ambiente de forma irreparável, poluindo cursos d’água, lagos, rios e finalmente o mar. Aproximadamente, de 8 bilhões de quilos ao ano são despejados em nossos. Até 2050, 99% de todas as aves marinhas terão plástico em seus organismos. Os seres humanos também são afetados, através do consumo de animais aquáticos e até pela água que sai de nossas torneiras, já que os plásticos contaminam as bacias hidrográficas.
Durante caminhadas a deriva pela Lagoa de Araruama (Rio de Janeiro, Brasil), que representa a maior massa de água hipersalina do planeta, observei grande quantidade de plásticos flutuando e que seriam levados ao oceano Atlântico. Era doloroso ver a imensa mortandade de peixes e de animais marinhos que ingeriam ou ficavam presos e feridos pelos plásticos. 
Foram realizadas performances com interações com plástico bolha e representações de animais encontrados nas costas brasileiras e que tem morrido pela contaminação das águas com plástico. Para a produção destes autorretratos foram escolhidas quatro espécies: Garça azul (Egretta caerulea), Gaivota-da-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus), Leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens) e Pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus). Sendo esta última espécie considerada indicadora da qualidade da água  e das mudanças climáticas globais, pois os pinguins são sensíveis às variações na estrutura do ecossistema e à poluição.
Este trabalho, propõe a reflexão crítica sobre a contaminação da água e a extinção da vida, pois cada vez mais viveremos encapsulados dentro desta bolha plástica existente nas águas do planeta, origem e fonte da vida.
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Temporal Bubble - Encapsulation of Life
Access to water matters for life, from food and energy security to human and environmental health. Non-biodegradable materials such as plastic irreparably impact the environment, polluting waterways, lakes, rivers and finally the sea. Approximately 8 billion kilos per year are dumped in ours. By 2050, 99% of all seabirds will have plastic in their bodies. Human beings are also affected, through the consumption of aquatic animals and even the water that comes out of our faucets, since plastics contaminate watersheds.
During drift walks through the Lagoa de Araruama (Rio de Janeiro, Brazil), which represents the largest body of hypersaline water on the planet, I observed a large amount of plastic floating and that would be taken to the Atlantic Ocean. It was painful to see the immense mortality of fish and marine animals that ingested or were trapped and injured by the plastics.
Performances were carried out with interactions with bubble wrap and representations of animals found on the Brazilian coast that have died from plastic contamination of water. Four species were chosen for the production of these self-portraits: Blue Heron (Egretta caerulea), Gray Gull (Chroicocephalus cirrocephalus), South American Sea Lion (Otaria flavescens) and Magellanic Penguin (Spheniscus magellanicus) . The latter species is considered an indicator of water quality  and global climate change, as penguins are sensitive to variations in ecosystem structure and pollution.
This work proposes a critical reflection on water contamination and the extinction of life, as we will increasingly live encapsulated inside this plastic bubble in the planet's waters, origin and source of life.
Garça azul (Egretta caerulea), Gaivota-da-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus)
Blue Heron, Gray-headed Gull
Leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens)
South American sea lion
Pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus)
Magellanic penguin
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