Minha pesquisa se centra na construção imagética dos processos psíquicos que permeiam meu cotidiano e que fragilizam, dolorosamente, minha sensibilidade corpórea. Ao buscar entendimento na ciência sobre a experiência em questão, suas causas e consequências, emergem unidades de significado, relacionadas à minha existência como mulher numa perspectiva ‘biopsicosocioambiental’.
Dou substância a estas questões, metafórica e imageticamente, através das performances, autorretratos, intervenções em espaços naturais ou urbanos, vídeos, instalações e poesia visual.
Estes processos laborais são realizados de forma solitária e intimista, ora em ambientes internos, ora em ambientes externos, permitindo a alternância que me é necessária ao distanciamento, à decantação emocional e ao olhar crítico, para que eu possa me recuperar e finalizar o processo criativo. Por isso, normalmente realizo dois ou mais projetos simultaneamente, mas em todos eles busco explorar caminhos relacionais sustentados no tripé “mulher-ambiente-ciência”.
Eu começo meus processos criativos desenhando, detalhando e planejando cada fotografia, vídeo, objeto, instalação, intervenção, tentando antever todos os fatores intervenientes, mas aberta ao incontrolável; relaciono com os conceitos que emergem e de cada projeto surge um caderno de artista. 
Para mim, a experiência do processo criativo é uma catarse, um caminho para a cura e o resgate do valor da vida. Acredito que a interação das pessoas com minha pesquisa imagética possibilita um campo de discussão das nossas subjetividades que se entrelaçam e, portanto, a reflexão e o embate político frente ao "status quo" que envolve as questões abordadas.
STATEMENT
My research focuses on the imagery construction of the psychic processes that permeate my daily life and that painfully weaken my bodily sensitivity. When seeking understanding in science about the experience in question, its causes and consequences, units of meaning emerge, related to my existence as a woman in a 'biopsychosocioenvironmental' perspective.
I give substance to these issues, metaphorically and imagetically, through performances, self-portraits, interventions in natural or urban spaces, videos, installations and visual poetry.
These work processes are carried out in a solitary and intimate way, sometimes indoors, sometimes outdoors, allowing the alternation that is necessary for me to distance, emotional decantation and a critical eye, so that I can recover and complete the creative process . Therefore, I usually carry out two or more projects simultaneously, but in all of them I seek to explore relational paths supported by the “woman-environment-science” tripod.
I start my creative processes drawing, detailing and planning each photograph, video, object, installation, intervention, trying to foresee all the intervening factors, but open to the uncontrollable; I relate to the concepts that emerge and from each project comes an artist's notebook.
For me, the experience of the creative process is a catharsis, a path to healing and rescuing the value of life. I believe that the interaction of people with my imagery research enables a field of discussion of our intertwined subjectivities and, therefore, the reflection and political struggle against the "status quo" that involves the issues addressed.